do charme,
há um propósito.
o palpite pelo que palpitou no (meu) coração,
não foi ato regulatório, mas condição sine qua non.
é que meu lírico 'eu' pegou carona num vácuo
sem medo dos medos
sem perigo dos absurdos
sem limites da formalidades
sem porquês das explicações
sem mistérios das simbologias
sem entender acordos contratuais.
da emoção senti um galope oportuno,
ora digo,
e isso não é por demais, algo profano,
indigno.
a química-fantasia foi (eu) olhar nos seus olhos d'espera e meditar um sorriso
a física-realidade foi vê-la numa 'selfie' de praia,
esboçando à espreita o gracejo da vida como num paraíso.
'eu nunca me engano ao que só a mim me convém,
duma forma minha tão íntima-minha (só minha que anima)
dum jeito próprio d'amar alguém...
ah, contrárias avenças em meu coração sorrateiro,
me apego um pouco a filosofia-alquimia:
e não que me dane, se ela,
porventura me dar as costas,
mas do perfume do pinho (do calor à ficta sedução),
eu puder sentir o seu cheiro.
o menos é mais e vice-versa,
pois em versos-literatura (ao que não se detém),
todos os sonhos cabem no imaginário (eis o poético amor), só isso...
e 'o seu nome (lirismo) é uma rima': 'she'.
'She' (voz: Charles Aznavour)
https://www.youtube.com/watch?v=ajjdY070VU4
'Queremos Saber' (letra de Gilberto Gil na voz: Eramos Carlos)
https://www.youtube.com/watch?v=YEVMlcwWN2E