tudo era festa (só)
enquanto o introito era apenas céu-poesia
mas depois que o texto virou conto de fadas - estrelas aos ventos e 'pão de ló',
cobradas coisas que não se cobra (não se morde a esperança)
despertou-se a ruptura tal como a dor de u'madrugada, fria, de antena ligada, arrelia,
e alheia as despedidas do amanhã que inda não aureou.
na garganta, o nó,
fincou às pressas sua pressão do que se brinca ao brinco de ouro, um forrobodó,
à base de que a obrigação era 'penas brinquedo do seu co-irmão, como nobre inimigo.
- quantas estórias risonhas, enfadonhas, boas e bobas feitas de algodão -
e toda nuance pós a partida, dor dividida e repartida,
alegria contida sem vestido ou paletó ,
tinha-havia de ser (agora) observada ao carimbo d'autorização.
'quedou-se o xodó'.
por que a ordem, oh princesa do pão de queijo e jiló?
se o reino da glória tá 'qui na terra
e a liberdade que não destoa e não emperra
impõe céus em tons de azuis,
sempre fora o módico-determinado fator da beleza do estranho.
ah, bases de conta ao passado em tecido filó ,
malgrado o 'pato não pago' num quiprocó,
ditadura à frente em balaio, passos contados-minguados,
reles peleja de bares poentes, amores carentes, em tudo entrementes,
e do lado de fora, à luz, instantes...
como o sol e chuva brindando e regando os campos de girassóis.
restaram 'an passant' o ciúme e o ego (não nego) em braços dados forças de heróis,
ambos ao desassossego, como enferrujado prego, de olhar torto, calado, vadio e cego (ai que dó)
e nunca mais se viu ou se ouviu - falar - do que antes os dois entre sós (e seus sóis) eram 'nós'...
e dado o fato ao contexto jogado em xadrês branco & preto,
- peças manipuladas e pouco animadas -
foi o amor considerado-julgado como caso (a)finado, encerrado, tapado e arquivado,
sem limite do exclusivo, tampouco massivo, abnegado,
sem nota, sem tom, sem glória, sem dó.
Premissas equivocadas, 'uó'.
Poeiras aos ventos (pó).
Passos dos entretantos.
Poesias, intentos.
Pueris encantos.
Pena sobretudo.
Pois é, fim.
Pão de ló...
E foi só.
'Desate o Nó' (Gerson Rufino)
https://www.youtube.com/watch?v=QBb_5amEMUA
'É `Proibido Pensar' (João Alexandre)
https://www.youtube.com/watch?v=M5iu2N_HrWc&list=RDM5iu2N_HrWc&start_radio=1
'Socorro' (Arnaldo Antunes)
https://www.youtube.com/watch?v=YRy4ET_4788&list=RDYRy4ET_4788&start_radio=1