Antonio Jadel

Entre Sonhos & Poesias, a realidade do dia-a-dia.

Textos

A CULPA

A CULPA

Trazes no ser - homem - maus tratos internos,
eternos,
     ébrios,
etéreos.
     E nada que seja sério.
Porisso entralaças suas dores à outrem. 
e carga-lhes a dor ao isento de tua missão. 

Tens consigo, o apanágio do livre-arbítrio, 
Porisso a culpa é sua irmã-inimiga,
mas sua mais fiel companheira. 

Uma mala pesada cheia de trastes desnecessários,
quadro pouco pintado e borrado ao desleixo,
     texto de linhas azuis, apócrifo e sem sentido,
visão distorcida por olhos cerrados ao ardor,
e o mel contaminado pelo desdém.

Resolva-se por uma só vez.
Bata-a (sua culpa) no liquidificador.
Misture-a com todos os seus venenos,
Seus impropérios e suas sombrias verdades.
E não esqueça a pitada de sal-a-gosto,
com suas melhores e nobres qualidades. 

E sorria... com vaidade...
Bebendo seus goles com sede.  
Afinal, ninguém é melhor que ninguém. 
Mas não creia que isso seja somente a felicidade. 
Há mais coisas na terra pra se buscar. 

Oh, homem... não se engane e olhe pra si.
Em verdade, todos somos iguais pecadores.

Da culpa ?! O contexto é a angústia da morte.
Exculpe-a,
     Desculpe-a,
Desnude-a,
     Emude-a, 
Emolde-a, 
     Encante-a, 
Encare-a, 
     E cante pra ela, 

Entrementes...
     Livre-se dela.
 
E mais tênue (leve), atenue-se a si mesmo.
E ao perdão de antemão,
sem ela, argúcias, 
serás mais feliz em sua sorte.
Antonio Jadel
Enviado por Antonio Jadel em 01/11/2016
Alterado em 01/11/2016


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